Os transportes são fundamentais para o bom funcionamento da economia. Permitem a deslocação de pessoas e de bens para onde estes necessitam de ir ou de ser entregues. Permitem também aceder a infraestruturas ou a áreas recreativas, educativas e médicas.
Mas os transportes geram impactos negativos nos seres humanos e no ambiente, designados por "externalidades negativas". A natureza e a dimensão destas externalidades negativas dependem em particular do modo de transporte utilizado.
- Os acidentes, que causam ferimentos e, por vezes, a morte, são, claro está, a mais óbvia e direta. Em termos estatísticos, alguns meios de transporte são mais perigosos do que outros. As viaturas particulares, por exemplo, são a maior causa de acidentes de transporte.
- Outro impacto negativo dos transportes é o congestionamento, que tem imensos custos em termos de volume de negócios não realizados ou de custos extra originados por atrasos ou pelo stress deles resultante. Aqui também, o transporte rodoviário está mais sujeito a congestionamento do que os outros modos.
- Oruído é outro impacto negativo tangível.
- Má qualidade do arcom impacte na saúde das pessoas é também provocada pelos transportes, em particular pelo NOx e matérias particuladas contidas nos combustíveis fósseis, em especial o diesel. Na verdade, estas estão a causar muito mais mortes prematuras do que os acidentes.
- E, por último, as emissões de CO2 que são responsáveis pelas alterações climáticas, são em grande parte originadas pelos transportes. Existem também emissões resultantes da produção de veículos, impactes em termos do espaço utilizado para estradas, linhas férreas, aeroportos, etc.
Como medi-las?
Várias metodologias poderão ajudar-nos medir cada uma destas externalidades dos diferentes meios de transporte. No entanto, isto é muitas vezes difícil de fazer e não existe uma medida combinada única que seja reconhecida por todos. A mais fácil de medir são as emissões de CO2. Escolhemos por isso este critério para garantir que a sua pegada de viagem será razoável. Explicamos, a seguir, como tudo funciona.
Cada modo de transporte emite várias gramas de CO2 por passageiro, por quilómetro: 14g para os comboios (=menos poluentes), 68g para os autocarros, 86g para ferries de tamanho médio, 258g para ferries pequenos e 285 para os aviões (=mais poluentes).
Então, e a pegada da sua viagem?
A agência que o(a) irá ajudar e que comprará os seus bilhetes assegurar-se-á que o perfil médio ponderado de CO2 da sua viagem não excederá, em princípio (*), 200g de CO2 por passageiro, por quilómetro. Isto significa que as viagens baseadas apenas em aviões não serão, em princípio (*) possíveis e que parte dessas viagens terão de ser feitas através de outros meios de transporte.
Vejamos um exemplo prático: se a sua viagem se iniciar com 30 km de autocarro, seguidos por 500 km de avião, terminando com 300 km de comboio, o perfil médio ponderado de CO2 será ((30 x 68g)+ (500 x 285g) + (300 x 14g)) / (30 + 500 + 300) = 179g/pkm. Isto é aceitável porque está abaixo do limite de 200g/pkm limit.
(*) estão previstas algumas derrogações para casos específicos – consulte o Regulamento do Concurso.