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Novo Grupo na Comunidade: Integrating Migrant students at School (Integração de Alunos Migrantes nas Escolas)

Como pode ser realizada a integração de jovens refugiados e migrantes nas escolas? Que desafios específicos enfrenta a comunidade escolar e como lida com os mesmos? Que conceitos educacionais e materiais de ensino foram bem-sucedidos e podem servir de exemplo a outras escolas? O novo Grupo em Destaque no eTwinning Live: “Integrating Migrant students at School” pretende, antes de mais, ser um local de assistência mútua, no qual diretores de escolas e professores podem partilhar experiências e materiais.

Tivemos a oportunidade de entrevistar a moderadora do Grupo, Carol Barriuso, e fazer-lhe algumas questões. Leia abaixo o que ela nos disse.

1. De que forma pode o Grupo em Destaque “Integrating Migrant Students at School” oferecer apoio a professores que tenham jovens refugiados ou/e migrantes entre os seus alunos?

Por um lado, este novo Grupo em Destaque pretende oferecer aos membros um espaço onde podem partilhar materiais úteis e histórias de sucesso, com a intenção de aprenderem uns com os outros e crescerem em conjunto. Também pretende oferecer inspiração sobre o que pode ser feito de forma a integrar mais facilmente migrantes recém-chegados nas escolas e materiais e ferramentas úteis para o fazer.

Por outro lado, o grupo quer realçar o uso da Aprendizagem Social e Emocional (SEL: Social and Emotional Learning) já que esta oferece alicerce para uma aprendizagem segura e positiva, e melhora a capacidade dos alunos de serem bem-sucedidos na escola, carreira e vida. Eu acredito firmemente que, enquanto grupo, podemos desenvolver novas ideias e materiais e partilhá-los com o resto da comunidade.

2. Quais são os desafios que os professores, ou a escola em geral, enfrentam no que diz respeito à integração de migrantes ou alunos refugiados, e como pode o seu grupo ajudar a superá-los?

Bom, esta é uma questão difícil. Pode pensar-se, e é verdade, que os desafios mais comuns são a língua e as diferenças culturais. No entanto, estudos internacionais sobre crianças refugiadas e jovens em exílio apontam para um elevado número de dificuldades emocionais e comportamentais, principalmente relacionadas com perturbações de stress pós-traumático (PSPT), problemas de sono, ansiedade e depressão. Muitos passaram por situações de perigo de vida e abuso físico antes e durante a sua viagem, e sofreram perdas de progenitores, familiares e amigos. Por isso, a realidade dos Migrantes Recém-Chegados pode ser muito complicada e não nos devemos esquecer do seu passado quando pensamos na sua integração nas nossas escolas. Porém, a educação não é apenas sobre a aprendizagem, é sobre a chegada, é sobre receber estas crianças e oferecer-lhes um espaço seguro onde podem crescer enquanto pessoas.

É por isso que eu acredito que o grupo pode ser uma maravilhosa fonte de materiais úteis e experiencias, que podem ser distribuídos pela comunidade para facilitar a sua prática diária. Promover a Aprendizagem Social e Emocional nas escolas não só irá ajudar este grupo de alunos, como também os restantes.

3. Qual pensa ser a função dos media digitais no processo de apoio à integração de jovens refugiados e migrantes nas escolas, e como é que isso se relaciona com o seu grupo?

Os media digitais desempenham um papel importante na educação e no envolvimento dos jovens que não são refugiados com assuntos sociais e políticos sérios. Um bom exemplo são os jogos digitais, disponíveis online, que representam aspetos específicos do que é ser refugiado ou viver em zona de conflito, como o “Against all Odds”, que é um jogo online da UNHCR, a Agência de Refugiados da ONU, que permite que experiencies como é ser um refugiado. Outras formas populares de media digitais incluem vídeos com narrativas individuais de Migrantes Recém-Chegados, como a série animada da BBC “Seeking Refuge”, que oferece um olhar único sobre os jovens que procuraram exílio no Reino Unido, ou o livro de banda desenhada digital da Cruz Vermelha Britânica, “Over Under Sideways Down”.

Animações pequenas podem ser utilizadas como ponto de partida para conversas críticas sobre pessoas refugiadas e a sua vida. Além disso, pequenos vídeos de live-action podem ser utilizados para humanizar a experiência dos refugiados e por a descoberto a forma como um jovem compreende e encara a imagem de quem é refugiado ou qual a sua aparência.

Os media digitais também podem ser utilizados para contar histórias sobre migrantes recém-chegados nas nossas escolas. Não só é importante sensibilizar os nossos alunos para compreenderem a vida de um refugiado (mesmo que não existam na nossa escola), como também para serem solidários com os seus colegas recém-chegados.

No grupo, é possível encontrar estes materiais e partilhar outros de forma a apoiar o processo de integração de jovens refugiados nas escolas. Uma série de atividades nas quais o uso de media digitais é determinante será proposta regularmente.